domingo, 11 de outubro de 2009

Esperança

Uma grande saudação aos meus numerosos leitores. O post de hoje será novamente sobre um sentimento lindo, meigo, e sublime: a Esperança.

Qual o verdadeiro significado da Esperança? Porque esperamos? Porque achamos que as coisas vão mudar? O que leva a nós, tolos seres humanos, a nos sentirmos melhor com falsas idéias de progresso pessoal?

Como a própria pergunta vos responde, a ignorância. A "Esperança" tem como única e exclusiva função acabar com as poucas forças que nos restam. Isso porque ela é, em essência, maligna.
Age furtivamente, quando estamos já conformados com a miserabilidade da vida, com a imoralidade da alma humana, quando já estamos... não exatamente felizes, mas "de acordo" com a tristeza.
Aí ela vem... acendendo aquela chama, mostrando que tudo pode dar certo, que tudo encaminha para isto, que a "vida", finalmente, vai começar. E essa flama cresce, se alimenta, engorda... Logo você não vê mais nada, a chama te consome em suas tenras línguas de fogo.

Com qual objetivo? Simples, com a finalidade de apagar tudo de uma vez com um transcedental dilúvio da verdade. Mostrando que tudo não passava de uma mentira, de uma máscara, de uma farsa.
E então, como um viciado, a separação da dependência químico-emocional do sentimento esperança o fará indubitavelmente se encontrar num estado pior do que aquele em se encontrava anteriormente.

A esperança vai, a decepção vem. E tudo se reinicia, num tenebroso ciclo sem fim.

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